O meia senegalês Pape Cheikh, 28 anos, revelou em entrevista a um podcast que foi vítima de um golpe cometido por um amigo de longa data. Segundo o jogador, o homem o teria drogaddo para obter um documento que possibilitou a movimentação do patrimônio de Cheikh, com aquisições que incluíram imóveis e um carro de luxo.
Cheikh disse ter descoberto as operações apenas meses depois, ao procurar um cartório por outro assunto e se deparar com a documentação. Apesar do prejuízo e da gravidade das acusações, o ex-jogador do Lyon e do Celta de Vigo optou por não denunciar o amigo, alegando vínculo pessoal e gratidão à família dele, que o acolhera em festas e períodos difíceis.
O caso expõe uma vulnerabilidade recorrente entre atletas que atuam no exterior: a confiança em círculos próximos pode abrir espaço para fraudes quando faltam controles legais e assessoria especializada. Além do impacto financeiro imediato, a ausência de denúncia complica a recuperação de bens e a responsabilização do suposto autor, deixando lacunas de proteção para o atleta.
Atualmente em um clube da sexta divisão espanhola, o EDF Promesas de Logroño, Cheikh viu a história ganhar repercussão por tocar em temas que vão além do episódio pessoal — proteção jurídica, responsabilidade de agentes e orientação a jogadores sobre gestão patrimonial. O desfecho do caso depende agora de iniciativas pessoais e, possivelmente, de medidas legais que não foram adotadas.