Lucas Paquetá carrega no nome a origem que marcou sua formação: a pequena ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Na juventude, o talento já vinha acompanhado da rotina de sair cedo de casa com o irmão e o avô, atravessar a Baía de Guanabara e pegar a última barca para voltar tarde, tudo para perseguir o sonho de vestir o manto rubro-negro.
Depois de cumprir etapas em clubes do futebol italiano, francês e inglês, Paquetá voltou ao Brasil no início de 2026 em uma operação que o colocou como a maior contratação da história do futebol brasileiro em valores absolutos: €42 milhões (cerca de R$ 260 milhões). O retorno ao Flamengo foi anunciado como uma tentativa de recuperar o brilho e dar sequência a uma carreira que já tinha passado por altos e baixos.
O meio-campista também enfrentou um drama fora de campo. No ano anterior, foi acusado de envolvimento em um esquema de apostas que chegou a travar uma transferência ao Manchester City, então comandado por Pep Guardiola. Paquetá foi absolvido por falta de provas, mas o episódio deixou sequências: cancelamento de negócios, reputação questionada e a necessidade de reconstruir confiança e alegria em campo.
Aos 26 anos, Paquetá chega à sua segunda Copa do Mundo com histórico de boa participação em 2022 e a característica mistura de habilidade técnica e celebrações que empolgam a torcida. A trajetória — da ilha que lhe deu o nome ao palco global — tem leitura dupla: talento consolidado e a prova de que crises extracampo podem frear, mas não encerrar, carreiras quando há resposta esportiva.