Liberado após a lesão sofrida contra o Japão na Copa do Mundo, Lucas Paquetá afirmou em entrevista coletiva que está em condições de voltar a jogar pelo Flamengo. O meia explicou que abriu mão de folga para acelerar a recuperação e passou por treinos específicos para recuperar o ritmo, justificando também a ausência na partida contra o Internacional por uma opção técnica relacionada à condição física.

Paquetá não escondeu a insatisfação com o desempenho recente da equipe. Desde a volta da Copa, o Flamengo soma resultados irregulares — dois empates e uma vitória — e vê a vantagem do líder reduzir para sete pontos, com um jogo a menos. O jogador colocou a responsabilidade mais no elenco do que na comissão técnica e citou a necessidade de adaptação às ideias de Leonardo Jardim como fator a ser superado rapidamente.

Há também o peso econômico: conforme balanço do clube, Paquetá é a contratação mais cara da história do Flamengo, com custo total de R$ 315,669 milhões. No retorno ao clube que o revelou, ele marcou oito gols em 24 partidas e segue sendo peça relevante tanto pelo nível técnico quanto pela projeção que traz ao projeto do time pós-Copa.

Além de comentar o clássico da Libertadores contra o Cruzeiro, que qualificou como o grande jogo do ano, Paquetá ressaltou o trabalho diário como caminho para evolução coletiva e defendeu atualizações tecnológicas no futebol, como o impedimento semiautomático, desde que bem implementadas. O recado é claro: o retorno individual chega em boa hora, mas o desafio imediato é transformar presença e investimento em resultados consistentes.