O empate por 1 a 1 entre Athletico-PR e Flamengo, pela 16ª rodada do Brasileirão, teve no final do primeiro tempo um lance que virou foco da partida: aos 40 minutos, Felipinho atingiu Lucas Paquetá em disputa e deixou marca visível na canela do meia. O árbitro Rafael Klein aplicou apenas cartão amarelo e, segundo o VAR Emerson de Almeida Ferreira, não houve recomendação formal para revisão da jogada.
Nas redes sociais, o Flamengo reclamou do “excesso de força física” dos adversários e publicou a foto da canela de Paquetá como prova do risco sofrido pelos seus jogadores. A própria diretoria destacou outro lance, aos 18 minutos, em que Alex Sandro também foi alvo de entrada dura. No pós-jogo, o comentarista PC Oliveira, do Grupo Globo, afirmou que a falta de expulsão foi um erro do árbitro, posição que aumentou a pressão sobre a atuação da equipe de arbitragem.
Paquetá voltou a campo após quase um mês afastado por lesão — sua última partida havia sido em 19 de abril, contra o Bahia — e atuou os 90 minutos no empate fora de casa. Do lado ofensivo, Pedro garantiu o empate para o Flamengo e comentou sentir confiança com a possibilidade de convocação, acrescentando elemento positivo ao time em um jogo marcado por equilíbrio e discussão disciplinar.
O caso reforça o debate sobre proteção ao jogador e uniformidade de critérios nas decisões dentro das quatro linhas. Para o Flamengo, a sequência de entradas duras virou argumento de desgaste físico; para neutralizadores do lance, a manutenção da decisão pelo VAR e pelo árbitro expõe a dificuldade da arbitragem em atuar com rigidez uniforme. Em campo, o resultado mantém o time com trabalho a fazer na competição; fora dele, abre-se uma discussão sobre disciplina e segurança que tende a repercutir nas próximas rodadas.