O Paraguai derrubou uma das favoritas da Copa do Mundo 2026 ao eliminar a Alemanha nas penalidades, em Boston. O destaque ficou com o goleiro Orlando Gill — 1,98m — que defendeu duas cobranças decisivas e somou seis defesas com a bola rolando ao longo do jogo. A seleção alemã somou 21 finalizações e seis no alvo, mas viu sua superioridade numérica e territorial esbarrar na retranca guarani e na noite inspirada do arqueiro.
A estratégia paraguaia foi cristalina: 4-4-2 em bloco baixo, proteção intensa da área e compactação nas linhas. Almirón foi peça-chave no equilíbrio e na transição, ajudando a criar o escanteio que originou o gol de Enciso, que cabeceou no rebote. No miolo da defesa, Canale entrou no lugar de Alderete e, junto a Gustavo Gómez, conteve as investidas germânicas; Bobadilla e Cubas deram intensidade e proteção na frente da área.
Do lado alemão, faltou repertório para furar a muralha adversária. Foram 56 cruzamentos para a área, muitos sem critério, e uma aposta insistente em bolas alçadas que não se traduziu em perigo efetivo. Na reta final, Nagelsmann mexeu com o ataque — Deniz Undav entrou, Musiala saiu, Havertz ficou mais recuado — mas a pressão não virou gol em quase 140 minutos, e nas penalidades Havertz e Woltemade pararam em Gill; Tah isolou uma cobrança.
A eliminação precoce é um golpe claro à narrativa de favoritismo alemão e abre perguntas sobre a capacidade ofensiva do time europeu diante de defesas organizadas. Para o Paraguai, a vaga é um atestado de disciplina tática e resistência física; para a Alemanha, a derrota tende a aumentar a cobrança sobre a comissão técnica e a exigir respostas rápidas antes das próximas fases do torneio.