Abel Ferreira confirmou nesta semana que a nova pausa de Paulinho é consequência de uma lesão muscular no adutor da coxa direita e estimou um prazo de recuperação em cerca de duas semanas. O técnico atribuiu o problema, em parte, à vontade do jogador de justificar o alto investimento feito pelo clube, mas destacou que a lesão não tem relação com as fraturas anteriores na perna direita.
O camisa 10 havia voltado a ser titular após 441 dias, no jogo contra o Atlético-MG, em 26 de julho, quando sofreu um entorse no tornozelo esquerdo. Preparado para enfrentar o Fortaleza pela Copa do Brasil, Paulinho sentiu o problema muscular e foi vetado. Exames confirmaram a lesão, que o deixará fora do elenco por mais algumas rodadas enquanto o departamento médico trabalha a reabilitação.
O Palmeiras já previa o risco de uma lesão muscular no processo de retomada, dado o longo período sem atividade. Paulinho passou por duas cirurgias para corrigir fraturas por estresse na perna direita — a primeira em 2024, pelo Atlético-MG, e a segunda no ano passado, após nova refratura — mas o clube assegura que esse episódio está 'encerrado' e que o atual problema é distinto.
Além do impacto esportivo imediato, a sequência de lesões de Paulinho coloca em xeque a rentabilidade do investimento: contratado por pouco mais de R$ 115 milhões, o atacante tem 25 partidas com a camisa alviverde — cinco gols e duas assistências — e, segundo levantamento, já perdeu 89 jogos por questões físicas. Para Abel, a prioridade é preservar o jogador e ter calma no processo para que ele volte a ser opção nos meses decisivos da temporada.