A noite de sábado terminou perfeita para Paulinho: o atacante encostou a cabeça na bola e marcou aos 49 minutos do segundo tempo, selando o 3 a 0 do Palmeiras sobre o Flamengo no Maracanã. Foi o primeiro gol do jogador em mais de 300 dias e um alívio pessoal depois de quase um ano afastado. A cena animou a torcida, mas não mudou a política interna do clube.
Desde o retorno às convocações neste mês, Paulinho tem sido utilizado como opção no segundo tempo, acumulando seis partidas em 2026 com média de 11 minutos por jogo. O departamento médico e o Núcleo de Saúde e Performance mantêm controle rigoroso da carga; após duelos mais desgastantes ele realiza sessões específicas de fisioterapia em vez de treinar com o grupo. A tendência é que não seja titular nas duas partidas que restam antes da pausa para a Copa do Mundo.
Na avaliação técnica, o gol é importante para o jogador e para o ambiente, mas a necessidade de preservar o físico expõe um desafio prático: um elenco que já sofre com mudanças e lesões tem menos margem para desgaste. Abel Ferreira elogiou a resiliência do time e reconheceu limitações pontuais no banco, reforçando que a prioridade é recuperar o atleta com segurança para as fases decisivas das competições.
O plano do Palmeiras é aumentar gradualmente a carga de treinos durante a pausa da Copa do Mundo para tentar ter Paulinho mais disponível nos mata‑matas da Copa do Brasil, da Libertadores e nas etapas finais do Brasileirão. Até lá, o gol serve mais como sinal de progresso do que como garantia de solução imediata — ele deve ser relacionado para o jogo contra o Junior Barranquilla, mas a cautela permanece como regra.