Paulinho voltou a jogar pelo Palmeiras após 302 dias de ausência na partida que terminou 1 a 1 contra o Santos, no estádio do Verdão. A entrada do camisa 10 aconteceu aos 28 minutos do segundo tempo, no lugar de Maurício. O atacante estava fora desde que sofreu uma fratura por estresse na tíbia direita; sua última atuação havia sido em 4 de julho de 2025, no Mundial de Clubes diante do Chelsea.
O retorno teve carga emocional e também sinal técnico: Paulinho chegou a aproveitar um bate-rebate na área aos 38 minutos do segundo tempo, girou e finalizou, e a bola passou raspando a trave defendida por Brasão. No pós-jogo, o jogador destacou os nove meses de trabalho, agradeceu o apoio do grupo e do estafe e afirmou que a prioridade é recuperar a forma para voltar a contribuir com gols e títulos para o clube.
No cenário coletvo, o Palmeiras segue na liderança do Brasileirão com 33 pontos sob o comando de Abel Ferreira e ainda tem oito partidas até a paralisação causada pela disputa da Copa do Mundo. A intensidade do calendário aumenta a importância de gerenciar Paulinho: o clube enfrenta o Sporting Cristal na terça-feira, em Lima, e tem o confronto pelo Brasileirão no domingo contra o Remo, no Mangueirão, em Belém.
A leitura política-sportiva do retorno é clara: trata-se de um reforço importante, mas a efetividade depende de ritmo e gestão de minutos. Maio e a parada no calendário aparecem como janela para 'desinflamar' o corpo e buscar os 100% que o jogador reivindica. Se bem administrado, o retorno de Paulinho amplia opções ofensivas; se houver pressa, o risco de revés físico pode comprometer tanto o atleta quanto a projeção do time na reta final antes da Copa.