O lateral-esquerdo brasileiro Paulo Victor, do Querétaro, tornou-se protagonista de uma controvérsia no futebol mexicano ao atingir com uma bolada a árbitra Katia Itzel durante a vitória por 3 a 2 sobre o Tigres. A árbitra, que estava a poucos metros, optou por entender que não houve intenção e não aplicou o cartão vermelho no jogador.
Revelado pelo Nova Iguaçu e com passagens por Vasco, Botafogo, Internacional e Ceará, o lateral de 25 anos foi contratado pelo Querétaro nesta temporada. O episódio ocorreu logo após uma falta marcada contra sua equipe no meio de campo, quando Paulo Victor chutou a bola na direção da arbitragem e acertou Katia Itzel no rosto.
Além do lance com o brasileiro, a condução da partida por Katia Itzel foi bastante criticada pela imprensa local. Veículos mexicanos apontaram que ela deixou de expulsar outros dois jogadores do Querétaro — Diego Reyes e Daniel Parra — e assinalou nos acréscimos um pênalti após longa revisão do VAR, convertido por Santiago Homenchenko e que definiu o resultado. Itzel, de 33 anos, foi uma das árbitras presentes na Copa do Mundo de 2026, tendo apitado Holanda x Tunísia.
Mesmo sem punição imediata em campo, Paulo Victor pode responder disciplinarmente se a Comissão Disciplinar da Liga MX decidir denunciá‑lo. O caso acende questionamentos sobre controle disciplinar e consistência das decisões de arbitragem na Liga MX — com potencial impacto reputacional para o jogador, para o Querétaro e para a credibilidade do uso do VAR em lances determinantes.