O goleiro Paulo Vítor buscou reduzir o ruído gerado após o clássico com o Goiás e divulgou um vídeo em que afirma não existir um problema permanente com a diretoria. Segundo o jogador, a intensidade do jogo o deixou nervoso, mas ele garantiu que o foco do elenco segue único: buscar o acesso.
O episódio ocorreu no fim de semana, quando o arqueiro disparou gritos em direção ao camarote da diretoria, gesto que teve repercussão imediata. Adson Batista, presidente do clube, afirmou publicamente que faz cobranças rigorosas ao grupo e disse que apuraria se os sinais foram dirigidos a ele; também relatou ter conversado pessoalmente com o jogador e a linha defensiva.
O material divulgado pela comunicação do Atlético-GO tem tom de contenção: o clube trabalha para emoldurar o episódio como um episódio isolado entre atleta e dirigente, ressaltando a prioridade pelo desempenho coletivo na sequência do campeonato. A direção tenta evitar que a troca de provocações se transforme em fator de distração para a reta final.
Do ponto de vista prático, a situação expõe uma tensão de liderança que precisa ser administrada internamente. Se mal conduzida, pode afetar o ambiente do vestiário e a resposta em campo; bem resolvida, vira episódio superado em nome do objetivo maior. As próximas partidas serão teste para a manutenção da coesão prometida pelo clube.