O Paysandu formalizou pedido, em caráter de máxima urgência, à Confederação Brasileira de Futebol para que entregue todos os documentos e registros relativos à rodada do quadrangular da Série C em que o confronto com o Brusque foi interrompido. A solicitação inclui laudos de segurança, parecer do Corpo de Bombeiros, relatórios da vigilância sanitária, a relação de ingressos destinados ao setor visitante e o relatório do delegado da partida.

A medida foi motivada pela suspensão do duelo na Arena Simon, após a diretoria do clube entender que a estrutura metálica do setor visitante estava comprometida e colocava em risco a integridade dos torcedores paraenses. O Paysandu afirma que a situação impediu o prosseguimento das atividades normais de apoio à equipe e pediu esclarecimentos imediatos sobre a responsabilidade técnica pela manutenção da arquibancada.

Ao repercutir a paralisação, o clube também denunciou uma declaração proferida pelo locutor do estádio — classificada pelo Paysandu como ofensiva e xenófoba — e comunicou que adotará medidas legais para proteger a instituição e seus torcedores. Além do episódio em Brusque, o clube quer saber os fundamentos documentais que levaram à interrupção da partida entre Ferroviária e Inter de Limeira, realizada na mesma rodada.

Ao exigir respostas até o prazo estipulado, o Papão força a CBF a esclarecer não só o episódio isolado, mas o alcance de eventuais falhas de fiscalização e segurança em estádios em jogos decisivos. A cobrança abre espaço para questionamentos administrativos e possíveis consequências disciplinares, ao mesmo tempo em que preserva o interesse do clube na regularidade da competição.