O executivo de futebol Marcelo Paz defendeu publicamente Memphis Depay na tarde desta quinta, no CT Joaquim Grava, após a eliminação do Corinthians nas quartas da Libertadores diante do Estudiantes. Paz reconheceu a frustração coletiva pelo resultado — e pelo pênalti desperdiçado no fim —, mas evitou apontar um culpado isolado e confirmou a manutenção de Fernando Diniz no comando técnico.
Segundo o dirigente, o grupo acolheu o atacante, que admitiu a falha, e o clube não deve reduzir a leitura do jogo ao ato individual. Paz ressaltou que a equipe poderia ter sido mais efetiva nos quase 200 minutos contra os argentinos e que o futebol busca respostas simplificadoras para situações complexas. Ainda assim, destacou participação e empenho de Memphis em campo, sem blindá‑lo de críticas externas.
A defesa do jogador ocorre num cenário de desgaste: além da repercussão interna — com pichações no muro da sede pedindo a saída do atacante —, vozes como a de ex-jogadores e comentaristas ampliaram a cobrança. No Brasileiro, o time não vence há cinco rodadas, ocupa a 14ª posição e tem apenas quatro pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento, o que transforma a eliminação em impacto direto sobre clima interno, receita de bilheteria e paciência da torcida.
Não há muito tempo para processar o revés: o Corinthians volta a campo no domingo, contra o Fluminense, na Neo Química Arena. A mensagem de Paz foi clara ao tentar segurar a onda imediata de responsabilizações — resta saber se resultados rápidos no Brasileiro vão aliviar a pressão sobre elenco, comissão técnica e diretoria.