O segundo gol de Vinícius Júnior contra a Escócia, aos 21 minutos do primeiro tempo, voltou ao centro da discussão após análise de Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem dos canais Globo. Para PC de Oliveira, a anulação pela equipe arbitral — confirmada pelo árbitro mexicano César Ramos após consulta ao VAR — foi equivocada. O jogador roubou a bola de Hendry na entrada da área, ficou em condição favorável e finalizou cara a cara com o goleiro Gunn.
Na avaliação do analista, o contato entre Vini Jr. e o zagueiro foi leve e insuficiente para configurar falta nos termos que vem sendo aplicados nesta Copa, quando a tendência tem sido deixar a partida fluir. A decisão de Ramos, comunicada ao campo em poucos segundos, suprimiu o gol e deixou em aberto o padrão que está sendo adotado para lances de disputa corpo a corpo dentro da área.
O episódio também teve repercussão imediata na transmissão: Everaldo Marques, narrador da TV Globo, reproduziu a opinião de PC ao comentar o lance. Vini Jr. protestou às autoridades em campo durante a pausa para hidratação, mas não houve reversão da marcação. O caso reacende o debate sobre consistência do VAR e critérios de aplicação de faltas em confrontos decisivos da competição.
Além do efeito imediato na partida, decisões desse tipo têm impacto na percepção sobre a arbitragem e no ambiente da competição, ao alimentar questionamentos sobre critérios e uniformidade de interpretação. Para torcedores e analistas, a anulação desse gol soma-se a uma sequência de decisões que pedem mais clareza e padronização no uso do recurso eletrônico.