Uma entrada de Felipinho sobre Lucas Paquetá, aos 39 minutos do primeiro tempo em Athletico x Flamengo pela 16ª rodada do Brasileirão, virou ponto de discórdia. O árbitro Rafael Klein marcou falta e aplicou cartão amarelo, após o atacante do Athletico acertar a canela do meia rubro-negro com as travas da chuteira.
O comentarista de arbitragem PC Oliveira qualificou a decisão como erro. Segundo a análise dele, a intensidade do contato e a região atingida justificariam punição mais severa; o próprio Paquetá exibiu marcas na canela após o lance. Apesar das imagens e das reclamações, o VAR Emerson de Almeida Ferreira não sugeriu que o árbitro revisse a jogada.
O episódio chama atenção para a consistência do critério disciplinar e para o papel do VAR em lances de potencial violência. No momento do lance, o time da casa vencia por 1 a 0, e a manutenção do jogador em campo teve efeito direto sobre a dinâmica da partida. Especialistas e comentaristas seguem divididos sobre a leitura e a proporcionalidade da sanção.
Mais do que controversa isoladamente, a jogada reacende o debate sobre parâmetros claros entre entrada imprudente e agressão passível de expulsão. Em um campeonato tão equilibrado, decisões desse tipo têm impacto prático no confronto e pressionam a necessidade de uniformidade nas interpretações da arbitragem.