O comentarista PC de Oliveira classificou como erro grave a decisão da equipe de arbitragem de Náutico 1 x 0 Ceará, na terça-feira, de reverter dois escanteios após intervenção do VAR. Os lances ocorreram no segundo tempo — aos dois e aos sete minutos — e foram decididos pelo árbitro de vídeo durante a partida disputada nos Aflitos.

Em análise no programa Troca de Passes, PC lembrou que a regra específica sobre escanteios não fazia parte do pacote de mudanças da CBF autorizado para a Série B nesta temporada e, segundo a comissão de arbitragem, deveria começar a vigorar em 2027. Ele disse ter questionado Sandro Meira Ricci sobre o tema; a justificativa apresentada foi a limitação técnica em algumas praças da Série B, sobretudo a ausência de câmeras posicionadas atrás do gol para respaldar a decisão.

O comentarista também ressaltou a falta de alinhamento prévio: segundo ele, a norma deveria ter sido abordada na reunião técnica com os árbitros, assessores e VAR antes do jogo, o que transforma o episódio em uma falha coletiva de procedimento. A equipe que atuou na partida incluiu o árbitro Afro Rocha de Carvalho Filho, assistentes Schumacher Marques Gomes e Rafael Guedes de Lima, e o VAR Pathrice Wallace Correa Maia.

Além do erro pontual, o caso expõe um problema maior de uniformidade na aplicação do VAR na Série B: decisões divergentes ou fora do protocolo não apenas afetam o resultado imediato, mas também geram questionamento sobre a preparação operacional e a governança das regras pelo futebol brasileiro. Para PC, a solução passa por esclarecer prazos, equipar estádios e reforçar o treinamento antes de incorporar mudanças que alteram a rotina de jogo.