O comentarista de arbitragem PC Oliveira avaliou que o atacante Neymar atingiu o rosto do goleiro Alisson no lance que originou o primeiro gol do Santos sobre o Fluminense. Segundo o especialista da Globo, o braço do camisa 10 chegou a tocar o rosto do adversário enquanto tentava proteger a bola; em seguida houve disputa com Freytes e a bola sobrou para Gabigol abrir o placar.

Apesar das reclamações do time do Fluminense, e da avaliação pública do comentarista, o árbitro Wilton Pereira Sampaio não marcou falta no lance e o VAR não recomendou a revisão. A cena reacende a discussão sobre os limites entre proteção à bola e ação antidesportiva quando há contato com o rosto do adversário — um ponto em que a interpretação dos árbitros tem variado.

Do ponto de vista técnico, PC Oliveira sustenta que o contato — ainda que resultante de tentativa de proteção — configura infração quando atinge a face do oponente. Na prática, a ausência de intervenção do VAR em um lance assim amplia a sensação de inconsistência nas decisões que envolvem contatos corporais, sobretudo em jogos de alto impacto emocional e com impacto direto no resultado.

Além da polêmica imediata, o episódio pode alimentar questionamentos sobre critérios e protocolos do vídeo: se observadores e comentaristas apontam irregularidade, torcedores e clubes tenderão a exigir maior uniformidade nas revisões. No futebol atual, a falta de revisão em lances interpretativos mantém viva a discussão sobre clareza de procedimentos e a confiança no sistema de arbitragem.