Em pronunciamento no embarque para Assunção, onde o Vasco enfrenta o Olimpia pela Copa Sul-Americana, o presidente Pedrinho assumiu a responsabilidade pelo desempenho do time no Campeonato Brasileiro. Vice-lanterna e com cinco rodadas na zona de rebaixamento, o clube vive momento esportivo delicado e o dirigente pediu desculpas aos torcedores, reconhecendo que é o principal responsável pela pontuação.
Pedrinho distinguiu a crise dentro de campo dos problemas financeiros e jurídicos que rondam o clube. Segundo o presidente, a recuperação judicial não impede contratações desde que os compromissos com credores sejam honrados; ele afirmou que os procedimentos passam pela validação dos órgãos que acompanham o processo, a que chamou de gatekeeper e watchdog.
No plano financeiro, o dirigente enfatizou a urgência na liberação de um empréstimo de R$150 milhões, considerado essencial para evitar a deterioração do processo de recuperação. Pedrinho criticou a atuação da 777 Partners, disse ter sido surpreendido por um pedido de auditoria da empresa e afirmou que a burocracia aumentou após seu afastamento temporário pela Justiça. Ele alertou que a negativa do crédito pode levá‑lo à inadimplência e ao bloqueio de bens, com impacto direto na instituição.
O episódio amplia a instabilidade no comando do clube: além da pressão pela melhora imediata em campo, a disputa sobre a venda da SAF e a tramitação judicial colocam em risco a capacidade de investimento do Vasco. A situação exige decisões rápidas da Justiça e dos investidores; para o torcedor, resta a cobrança por resultados e por garantias de que a gestão protegerá a instituição.