O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aplicou 15 dias de suspensão a Pedrinho, presidente do Vasco, pela confusão após o empate por 3 a 3 com o Cruzeiro, no Mineirão, em 15 de março. A pena impede o dirigente de frequentar partidas, o vestiário em dias de jogo e de viajar com a delegação enquanto durar a suspensão.

A punição passa a valer nesta sexta-feira e se estende por todo o mês de abril: Pedrinho só estará liberado para exercer plenamente suas funções a partir de 1º de maio. Na prática, ele perderá compromissos importantes do clube em abril, incluindo a viagem a Belém para o jogo contra o Paysandu pela quarta fase da Copa do Brasil.

O clube já havia recebido apenas uma advertência em primeira instância, mas a Procuradoria do STJD recorreu, ao entender que as reclamações do presidente "ultrapassaram limites" ao sugerir postura tendenciosa por parte da arbitragem. Na defesa, os advogados do Vasco contestaram o prazo para apresentar contrarrazões e anexaram depoimento do árbitro em delegacia afirmando não ter se sentido ofendido.

Com a suspensão, Pedrinho não poderá acompanhar a delegação em campo nem fazer presença junto ao elenco em jogos fora do Rio. O dirigente poderá retomar a rotina do clube e estar presente em estádios a partir do clássico contra o Flamengo, em 3 de maio, no Maracanã, quando a suspensão já terá terminado.