A briga pela artilharia brasileira da Libertadores virou capítulo à parte no Flamengo: Pedro e Bruno Henrique chegam às quartas com 28 gols cada, três atrás de Gabigol, que soma 31 e não pode ampliar sua marca na competição porque atua na Copa Sul‑Americana pelo Santos. A sequência de mata‑mata dá ao rubro‑negro a chance de alterar essa história.

Bruno Henrique aparece em alta nesta edição: são cinco gols — três contra o Cusco e tentos diante de Independiente Medellín e Independiente del Valle — e eficiência mesmo saindo do banco. Pedro, por outro lado, marcou duas vezes no torneio e tem peso nas assistências, com passes decisivos nas oitavas que ajudaram o time a avançar.

A disputa influencia decisões técnicas. A tendência de retorno de Léo Pereira, Jorginho e Bruno Henrique ao time titular tende a alterar minutos de jogo que Pedro receberá; o camisa 9 deve retomar a titularidade nesta quarta, numa tentativa de encostar no recorde. Há um contraponto a seu favor (capacidade de articulação) e um atrás (são cinco partidas sem gols e parte dos tentos recentes contra times em luta contra o rebaixamento).

Superar Gabigol tem efeito simbólico e esportivo para os atacantes e para a imagem do Flamengo na competição. Se a equipe confirmar vaga nas semifinais, haverá mais jogos para que a disputa pessoal se resolva em campo — e para que a comissão técnica tome decisões que equilibrem interesse coletivo e ambição individual.