A Corte Arbitral do Esporte (CAS) marcou para 28 de maio a audiência do processo movido por Pedro Caixinha e por integrantes de sua comissão técnica contra o Santos. O português, que comandou o time entre janeiro e abril de 2025, e seus auxiliares cobram R$ 15 milhões pela rescisão contratual, segundo os autos.
O caso já passou pela Fifa, que em decisão reconheceu a cobrança e fixou um pagamento na ordem de R$ 13 milhões — valor que motivou recurso do clube à instância superior. Além de Caixinha, os auxiliares Pedro Malta, José Prata e José Belman também são parte do processo e constam na decisão anterior favorável ao grupo técnico.
Fontes ligadas ao processo informam que o Santos tentou negociar o pagamento em parcelas, mas a equipe do treinador exigia o acerto à vista. A divergência sobre o formato do pagamento levou o conflito das esferas nacionais para a arbitragem internacional, onde será debatido o mérito do recurso do clube.
A audiência no CAS terá efeitos práticos para o planejamento financeiro e esportivo do Santos: uma derrota no recurso manteria o encargo sobre o clube e poderá forçar ajustes no caixa e na gestão de contratos. Para a direção, a expectativa agora é de que a Corte confirme, reduza ou reformule a sentença da Fifa — decisão que definirá a extensão do impacto imediato nas contas do clube.