O Flamengo se despediu da Libertadores nos pênaltis após empate com o Estudiantes, em jogo que expôs a ineficácia ofensiva do time. A equipe somou apenas três finalizações no alvo ao longo do confronto — e nenhuma delas partiu dos centroavantes escalados por Leonardo Jardim —, cenário que deixa evidente a dificuldade de criação e aproveitamento em jogos decisivos.

Titular no Maracanã, Pedro encerra mais uma passagem por mata-mata sem marcar: é a quinta vez em sete temporadas defendendo o clube que o camisa 9 não balança a rede em eliminatórias. Na edição da competição em curso, o atacante teve dois gols em dez jogos, mas falhou em transformar as raras oportunidades de perigo nos momentos que mais contavam.

A opção por Pedro voltou a ser explicada por Jardim após a partida. O treinador justificou que enxergava no centroavante uma melhor participação no jogo posicional e na transição de posse, enquanto Bruno Henrique seria mais indicado para partir em velocidade. Jardim também lembrou do gol de Pedro no jogo decisivo em casa contra o Estudiantes em outra ocasião como elemento para a escalação.

A eliminação — somada à quantidade tímida de finalizações — deve ampliar a cobrança sobre a equipe técnica e colocar novamente em debate a capacidade do grupo para decidir jogos eliminatórios. Para o Flamengo, a saída da Libertadores acende dúvidas sobre soluções ofensivas e sobre escolhas táticas em partidas de alta exigência.