O Flamengo recebe o Cruzeiro nesta quarta-feira, no Maracanã, com a necessidade de gols para avançar às quartas de final da Libertadores — e um motivo pessoal para Pedro ligar o modo decisivo. O centroavante está a dois tentos de igualar e superar Gabigol como maior artilheiro do clube na competição continental, e a marca aparece como impulso para uma partida de alta pressão.
O atacante chega em boa fase: marcou duas vezes na vitória por 5 a 1 sobre o Mirassol, desempenho que o deixou como um dos goleadores do Campeonato Brasileiro, e que, segundo ele, aumentou a confiança do grupo para o confronto. A coincidência de ritmo entre a briga por artilharia e a necessidade de classificação dá ao camisa 9 um papel simbólico e prático no jogo desta noite.
A titularidade, porém, não é garantida. No empate por 1 a 1, no Mineirão, o técnico Leonardo Jardim optou por iniciar a partida com Pedro no banco, e a repetição dessa escolha no Maracanã adiciona incógnitas ao plano rubro-negro. A decisão do treinador terá impacto direto na busca pelos gols que garantam a vaga e, ao mesmo tempo, nas rotações do elenco diante de um calendário que também prevê o confronto pelo Brasileirão no sábado.
Além da marca individual em disputa, há consequência coletiva: o Flamengo ocupa a segunda posição do Brasileiro, com 45 pontos e um jogo a menos, e precisa equilibrar ambição continental e reação no campeonato nacional. A escolha por Pedro como referência ofensiva ou por alternativas táticas será observada pela torcida e pela diretoria, sobretudo se a equipe não conseguir traduzir o favoritismo em gols e classificação.