O Coritiba ficou em desvantagem numérica já no primeiro tempo no Maracanã. Aos 31 minutos, o atacante Pedro Rocha fez uma entrada por trás em Vitão, atingindo a panturrilha do zagueiro, e inicialmente recebeu apenas o cartão amarelo. Após recomendação do VAR, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza foi ao monitor e reviu a jogada, mudando a decisão e aplicando o cartão vermelho direto.
O cartão vermelho piorou o momento do Coxa na partida: o Flamengo vencia por 1 a 0, gol de Samuel Lino, quando ficou com um jogador a menos. O episódio também reforça um problema recorrente do time paranaense na temporada — trata‑se da sétima expulsão da equipe na Série A, contabilizadas após 18 rodadas, sendo a quarta que ocorreu antes do intervalo.
A perda de um atleta tão cedo força ajustes imediatos na organização tática e aumenta o desgaste físico do elenco, que precisou recompor linhas e administrar a superioridade numérica do adversário. No plano disciplinar, o acúmulo de cartões vermelhos transforma-se em ônus esportivo e também em complicação para escalações futuras.
Mais do que um lance isolado, a expulsão de Pedro Rocha evidencia um déficit de controle em momentos decisivos das partidas. Para o Coritiba, a sequência de vermelhos passa a ser um fator a ser corrigido se o clube quiser evitar penalizações que comprometem resultados e rendimento na competição.