O duelo entre Brasil e Noruega na Copa de 1998 ficou marcado por um pênalti que só teve sua origem esclarecida um dia depois do apito final. Em 23 de junho, em Marselha, a Noruega virou para 2 a 1 com um pênalti assinalado já nos minutos finais após um lance envolvendo Júnior Baiano e Tore André Flo.

Na transmissão francesa original, o contato não ficou claro e a decisão do árbitro norte-americano Esfandiar Baharmast foi severamente contestada. Como não havia VAR, o lance passou a ser visto como um erro de arbitragem até que imagens exclusivas de uma TV sueca mostraram o puxão de camisa de Baiano em Flo — evidência que deu novo sentido à marcação.

Baharmast manteve que viu o gesto e que marcou com convicção; a exibição tardia do vídeo acalmou parte das críticas, embora a polêmica já tivesse tomado as manchetes. A partida garantiu à Noruega a vaga nas oitavas, enquanto o Brasil seguiria no torneio até a final, onde foi derrotado pela França.

A lembrança do episódio volta à tona porque as seleções voltam a se enfrentar nesta Copa, em Nova Jersey, às 17h (de Brasília), valendo uma vaga nas quartas. Mais do que nostalgia, o caso de 1998 é um lembrete da diferença que imagens e tecnologia podem fazer na validação de decisões que alteram trajetórias em Mundiais.