O empate sem gols entre África do Sul e Canadá teve um ponto de tensão nos acréscimos do primeiro tempo. Aos 44 minutos, Laryea caiu dentro da área após choque com Mudau e o árbitro assinalou tiro de meta, sem acionar o VAR para revisão. O lance deixou jogadores canadenses e torcedores revoltados, que passaram a questionar a aplicação do protocolo de vídeo.
O próprio primeiro tempo já havia sido dominado pelo Canadá em posse e chances, com o melhor momento aos 43': Eustáquio cruzou, Bombito cabeceou, Modiba salvou em cima da linha; na sequência Buchanan finalizou e Williams defendeu. Minutos depois, o episódio com Laryea inflou a sensação de injustiça entre os canadenses, que reclamaram mesmo após o apito para o intervalo.
Nas redes sociais, a ausência de checagem pelo VAR foi comparada a um lance semelhante envolvendo Vini Jr., cujo gol contra a Escócia foi anulado após revisão. Usuários apontaram contraste entre decisões em situações parecidas, alimentando críticas sobre critérios e consistência da arbitragem em torneios de alto nível.
A repercussão expõe um problema recorrente: quando o VAR falha em ser acionado em lances potencialmente decisivos, não é apenas o resultado imediato que fica em xeque, mas a confiança pública no uso da tecnologia. Para o Canadá, a omissão serviu de combustível para reclamações; para a organização, aumentou a pressão por clareza e igualdade de interpretação nas partidas do mata-mata.