A bola de Memphis Depay sobrevoou o travessão e, com ela, foi embora a última ilusão do Corinthians em 2026. A derrota por 1 a 0 para o Estudiantes, em Itaquera, e o pênalti desperdiçado no segundo tempo oficializaram um ano que já vinha se arrastando entre atuações burocráticas e resultados decepcionantes.

O placar e a performance não podem ser vistos como episódio isolado. À eliminação na Libertadores soma-se a queda precoce na Copa do Brasil para o Inter, a campanha fraca no Campeonato Brasileiro e o tropeço anterior no Paulistão diante do Novorizontino. O retrato é de uma temporada perdida, em que problemas administrativos e elenco desequilibrado se refletem em campo.

Fernando Diniz, que trouxe expectativas pela identidade de jogo, mostrou um time diferente do que muitos esperavam: menos Diniz, mais pragmatismo sem eficácia. As poucas intervenções durante a partida — substituições tardias e tímidas — não corrigiram a ineficiência ofensiva nem a fragilidade defensiva. Jogadores que deveriam carregar a equipe, como Garro, Bidon e Memphis, estiveram apagados justamente quando a partida pedia protagonismo.

As consequências são práticas e políticas para o clube: a permanência na Série A aparece como o objetivo mínimo, mas o desgaste técnico do treinador e a pressão sobre a diretoria aumentam. A eliminação em Itaquera não é só um resultado; é a comprovação de um padrão que precisa de respostas imediatas em planejamento, gestão de elenco e direção técnica para evitar novo ciclo de frustrações.