A Argélia saiu derrotada por 3 a 0 para a Argentina, e a partida ficou marcada por uma polêmica com Lionel Messi. Aos 30 minutos, o camisa 10 acertou uma solada em Aïssa Mandi; o árbitro polonês Szymon Marciniak marcou falta, mas optou por não aplicar cartão, e o VAR não chamou para revisão. O episódio motivou queixas explícitas dos jogadores argelinos em campo.
No vestiário, o técnico Vladimir Petkovic disse não querer alongar demais a crítica, mas afirmou concordar com as reclamações da equipe. Mesmo assim, o treinador reconheceu a qualidade do adversário: destacou a facilidade com que Messi cria oportunidades e citou o desempenho do argentino, que igualou Miroslav Klose como maior artilheiro em Copas com 16 gols. Petkovic também registrou que a Argentina mereceu a vitória pelo volume ofensivo.
O comandante argelino evitou partir para culpas isoladas, apesar do erro do goleiro Luca Zidane no primeiro chute de Messi, que resultou em rebote para o segundo gol do rival. Petkovic apontou falhas coletivas: permitir que a Argentina finalizasse com frequência foi decisivo, e a equipe terá lições a tirar para os próximos jogos do grupo.
Para além da derrota, o caso da não expulsão tende a reforçar o debate sobre a consistência do VAR em momentos decisivos do torneio. Para a Argélia, o revés complica, mas não elimina; Petkovic lembra que a classificação ainda depende dos jogos contra Áustria e Jordânia. Para a Argentina, o desempenho de Messi sustenta a candidatura da seleção, enquanto os rivais terão de lidar com o jogador em pico de forma.