O empate sem gols com o Atlético-MG, no Beira-Rio, aprofundou o jejum do Internacional no Brasileirão: já são oito partidas sem vitória, sendo quatro sem triunfos como mandante. O ponto conquistado não evitou nova preocupação na tabela: o clube pode terminar a rodada na zona de rebaixamento, cenário que aumenta a pressão sobre comissão técnica e elenco.

No vestiário e na coletiva, o técnico Paulo Pezzolano não tentou repartir culpas. Assumiu integralmente a responsabilidade pelo rendimento da equipe e disse que sua missão agora é extrair mais dos jogadores. Segundo o treinador, o time tem empenho e qualidade, mas falta o gol e, em alguns momentos, erros básicos têm custado resultados.

Pezzolano explicou também decisões táticas, como a opção por terminar a partida com o zagueiro Juninho mais adiantado em busca de presença aérea nos minutos finais, reforçando que a alternativa vinha sendo testada nos treinos. Apesar do momento, manteve a convicção de que a equipe é competitiva e defendeu que a meta passa por somar 20 pontos para assegurar a permanência na Série A.

O teste imediato virá já na quinta-feira: o clássico Gre-Nal, pela ida das quartas da Copa do Brasil, é encarado pelo treinador como prioridade e oportunidade de reação. Com a sequência de resultados negativos, a obrigação por uma resposta rápida aumenta — tanto para evitar a escalada de tensão na tabela quanto para restaurar confiança no grupo.