A coletiva de Paulo Pezzolano após o empate do Internacional com o Palmeiras, neste domingo no Nubank Parque, teve um pico de descontração capaz de desarmar qualquer tensão de vestiário. Ao ser identificado um repórter com o nome ‘Ronaldo’, o treinador interrompeu a resposta, tratou de mandar um abraço ao ex-dirigente e trocou elogios ao Fenômeno antes de voltar ao assunto principal.

O episódio deixou evidente a proximidade entre técnico e ex-proprietário: Pezzolano trabalhou com Ronaldo no Cruzeiro, projeto em que o uruguaio alcançou o título da Série B e o retorno à elite. A ligação prosseguiu pouco depois, quando Pezzolano foi anunciado pelo Valladolid, clube que naquele momento também pertencia ao ex-atacante — laços que explicam a espontaneidade do gesto.

Ao retomar a coletiva, o técnico chegou a pedir para o repórter repetir a pergunta, o que provocou risadas entre os presentes e transformou o momento em anedota jornalística mais do que em distração relevante ao resultado. A cena humaniza a figura do treinador e lembra que relações pessoais também circulam entre profissionais do futebol.

No campo técnico, nada mudou: o empate manteve o Inter em busca de consistência no Brasileirão. Fora dele, porém, a pequena quebra de protocolo valorizou a imagem de Pezzolano como alguém próximo a parceiros e capaz de aliviar a pressão com humor — detalhe culturalmente valioso em coletivas após jogos pegados.