O Inter chega ao Gre‑Nal de volta das quartas da Copa do Brasil em clima de tensão. São nove rodadas sem vitória no Brasileirão, a equipe na zona de rebaixamento e a torcida cada vez mais impaciente. Em meio à crise, o clube adiantou salários e quitou parte de pendências financeiras para tentar estabilizar o vestiário, mas os resultados em campo continuam ausentes.
Nos bastidores, a direção optou por blindar Paulo Pezzolano. O presidente Alessandro Barcellos reafirmou publicamente confiança no trabalho do técnico e deixou claro que, por ora, não há intenção de promover uma troca de comando — mesmo com risco de eliminação para o rival. A justificativa oficial é a chegada de reforços recentes, como Eliasson e Sanabria, que teriam condições de oferecer alternativas para reverter o desempenho.
Há, porém, limitações objetivas. O clube enfrenta um transfer ban por uma dívida relacionada ao jogador Juninho com o Midtjylland, que impede o registro de novas contratações. Especialistas consultados pelo material‑base explicam que a sanção barra registros, mas não proíbe formalmente a contratação de um treinador, o que deixa a decisão exclusivamente nas mãos da diretoria.
Manter Pezzolano é uma aposta calculada que pode se tornar fonte de desgaste caso os resultados não apareçam. Uma eliminação no clássico e a marca de dez jogos sem vitória elevariam a pressão das arquibancadas e da imprensa, reduzindo a margem de manobra do conselho. Até lá, a cúpula do clube parece apostar que o efeito dos reforços e a estabilidade no comando serão suficientes para resgatar a competitividade.