A Conmebol confirmou Piero Maza como árbitro da partida de ida entre Boca Juniors e Vasco, na Bombonera — uma nomeação que chama atenção porque será a terceira vez que o chileno apita um jogo do Boca na mesma edição da Copa Sul‑Americana. A repetição de orelhos variados em jogos do mesmo clube em fases decisivas sempre gera debate sobre critérios de escalamento.
O episódio que reacendeu reclamações ocorreu nas oitavas, contra o Deportivo Recoleta: o Boca executou a saída de bola no fim do primeiro tempo e novamente no início do segundo, com Merentiel acionando Paredes nas duas ocasiões. No segundo tempo o árbitro não interrompeu a sequência, o lance foi mantido e o confronto terminou 3 a 1 para os argentinos.
O conjunto de regras da IFAB — disponível em português, inclusive no site da CBF — prevê que, diante de irregularidade no procedimento do tiro de saída, a cobrança deve ser repetida; a única sanção específica prevista nos casos em que quem cobra toca novamente antes de outro jogador é o tiro livre indireto. Na prática, a falha é atribuída ao controle do árbitro, não ao clube que executou a jogada.
Apesar de a irregularidade não resultar em punição retroativa ao Boca, a coincidência de Maza em três partidas do mesmo adversário tende a provocar desconforto no Vasco e reforçar argumentos em pedidos administrativos ou judiciais — cenário que se soma ao recurso já apresentado pelo clube para tentar garantir o Maracanã como palco da volta. O caso expõe, sobretudo, a necessidade de mais clareza da Conmebol sobre critérios de nomeação e atuação da equipe de arbitragem em jogos de alto risco.