O circuito Madring, que havia chegado ao calendário com elogios pela complexidade técnica, virou alvo de reclamações após o GP da Espanha. A corrida deste domingo teve poucas ultrapassagens e deixou pilotos e equipes insatisfeitos com a capacidade do traçado de gerar disputas limpas, reduzindo o espetáculo para torcedores e a TV.
Entre as queixas, o brasileiro Gabriel Bortoleto e o inglês Oliver Bearman foram contundentes, classificando a prova como pouco atrativa e o desenho do circuito como uma decepção. Bearman apontou que o trecho entre as curvas 5 e 17 ofereceu liberdade que não foi bem aproveitada no traçado e que o resultado foi uma corrida previsível, sem pontos claros para manobras de ultrapassagem.
Mesmo o vencedor Kimi Antonelli reconheceu a vitória, mas alertou para o risco de incidentes: segundo ele, curvas mais fechadas e chicanes tornam qualquer tentativa de ataque excessivamente arriscada, com potencial de contato e bloqueio da pista. George Russell chegou a comparar a dificuldade de passar no Madring ao cenário de Mônaco, onde a proximidade dos muros limita disputas.
Pilotos como Lando Norris e Alexander Albon sugeriram mudanças práticas: Norris disse que o traçado funciona para classificação, mas pediu entradas mais largas em pontos estratégicos e a criação de hairpins para ampliar oportunidades de ultrapassagem. O fato de o circuito ser semipermanente e localizado próximo ao centro de exposições IFEMA permite intervenções, e há expectativa de que promotores e a F1 revisem o traçado para preservar o apelo esportivo do evento.