A seleção dos Estados Unidos estreou na Copa do Mundo 2026 com uma goleada: 4 a 1 sobre o Paraguai, no SoFi Stadium, em Los Angeles. Apesar do placar e do rendimento da equipe, o técnico Mauricio Pochettino abriu a coletiva com uma reclamação direcionada à estrutura do estádio: o barulho na sala de imprensa tornou “impossível trabalhar”, segundo ele.

Pochettino não poupou tom ao sentar-se à mesa: pediu mudança de ambiente para a próxima entrevista e classificou a situação como inacreditável, um problema que, na visão do treinador, atrapalha a comunicação após partidas importantes. Em seguida, porém, reconheceu a atuação do grupo e destacou a energia da torcida, atribuindo o resultado ao coletivo e ao apoio das arquibancadas.

O episódio expõe uma contradição: o SoFi Stadium, cuja obra custou cerca de US$ 5,5 bilhões, recebeu críticas justamente sobre uma área básica para a cobertura do torneio. A queixa do treinador aponta para uma lacuna entre o investimento milionário e a adequação de espaços operacionais essenciais em eventos dessa magnitude, e tende a colocar pressão sobre organizadores e operadores locais para ajustes rápidos.

Enquanto isso, a seleção americana segue a trajetória no Grupo D e volta a campo na próxima sexta-feira (19), contra a Austrália, em Seattle. O desconforto relatado por Pochettino não apaga o desempenho, mas joga luz sobre a necessidade de correções práticas que evitem prejuízo à imagem do anfitrião e ao bom andamento da cobertura esportiva durante a competição.