A atuação de Lionel Messi na estreia da Argentina, com hat‑trick contra a Argélia, recebeu elogios públicos de Mauricio Pochettino, técnico dos Estados Unidos e compatriota do craque. Além de exaltar o futebol exibido, Pochettino manifestou solidariedade à família de Messi por conta de um problema de saúde que afeta o pai do jogador, Jorge Horacio, assunto que ganhou força nas redes após boatos desmentidos pela família.

Pochettino recordou a convivência com Messi no Paris Saint‑Germain e admitiu as dificuldades táticas na temporada em que tentou conciliar estrelas como Neymar e Mbappé. Ainda assim, ressaltou o poder ofensivo da Argentina e elogiou a comissão técnica liderada por Lionel Scaloni. O treinador sublinhou, porém, que seu compromisso profissional é com os Estados Unidos e que dará prioridade total à seleção que dirige.

No campo dos americanos, a preocupação é outra: Christian Pulisic segue como dúvida para a partida contra a Austrália. Principal referência ofensiva do time, ele deixou o jogo contra o Paraguai no intervalo depois de uma pancada e não participou dos treinos da semana. Pochettino evitou revelar alternativas, disse que o meia faz grande esforço para recuperar‑se e deixou a possibilidade de atuar realista, sem garantir presença.

O resultado do confronto tem peso direto nas contas de classificação: os Estados Unidos, que venceram o Paraguai por 4 a 1, podem dar passo decisivo rumo às oitavas se confirmarem o favoritismo. Do lado australiano, a vitória sobre a Turquia complica o duelo. Fora das bobinas táticas, as declarações de Pochettino — de elogio a Messi e de cuidado com a situação pessoal do jogador — ajudam a humanizar a competição, enquanto a dúvida sobre Pulisic impõe risco prático à ambição americana.