Mauricio Pochettino mostrou irritação com o teor de algumas perguntas na coletiva após a derrota dos Estados Unidos por 3 a 2 para a Turquia, na rodada final do Grupo D, em Los Angeles. Já classificados em primeiro lugar, os americanos preservaram titulares para evitar suspensões, decisão que o treinador defendeu com firmeza.

No jogo, Trusty abriu o placar para os EUA, mas Arda Güler e Yilmaz viraram ainda no primeiro tempo. A seleção americana buscou o empate na etapa final, porém Ayhan marcou aos 52 minutos e decretou a vitória turca, que interrompeu a invencibilidade dos anfitriões no torneio.

Pochettino reiterou que a prioridade era assegurar a liderança do grupo e controlar o risco de cartões — nomes como Chris Richards, Robinson, Adams e Balogun foram preservados por já estarem pendurados. O técnico também comentou, em tom irônico, uma interação com um canal turco, ao desejar boa viagem à delegação adversária.

Do ponto de vista prático, a opção rendeu a primeira colocação e confronto com a Bósnia nas oitavas, mas expôs um custo esportivo imediato: perda de ritmo e confiança em um jogo em que a seleção cedeu a virada. A postura de Pochettino acende debate sobre equilíbrio entre gestão de elenco e necessidade de manter intensidade antes da fase eliminatória.