O jornal espanhol Marca reuniu as maiores polêmicas da Copa do Mundo de 2026 até as oitavas de final, mostrando que o torneio carregou desde a fase de grupos uma sequência de decisões de arbitragem e revisões de VAR que alimentaram debates. A relação inclui episódios envolvendo Brasil, Argentina, Portugal, Egito, Paraguai, Estados Unidos e a tecnologia usada em campo.
Entre os lances citados está o gol anulado de Vinicius Júnior na vitória do Brasil sobre a Escócia, invalidado após revisão por um contato mínimo na recuperação da posse; o lance de Lionel Messi sobre Mandi na partida contra a Argélia, sem advertência do árbitro; e a queda de Kylian Mbappé diante do Senegal, que também abriu controvérsia sobre interpretação das jogadas na área. Marca destaca ainda a aplicação imediata da chamada 'Lei Vini', com expulsões de Miguel Almirón e Piero Hincapié por contatos ao cobrir a boca enquanto dialogavam com colegas.
O levantamento aborda casos tecnicamente distintos, como o gol anulado de Mario Pašalić para a Croácia contra Portugal, apontado após sensor instalado na bola identificar um toque quase imperceptível que colocou o autor em posição irregular. O jornal reserva o maior espaço para uma polêmica fora de campo: a suspensão de Folarin Balogun, válida após expulsão, foi adiada para permitir que o jogador atuasse pelos Estados Unidos contra a Bélgica — decisão que, segundo o material, ocorreu após intervenção política dos Estados Unidos e provocou críticas de jogadores, treinadores e dirigentes.
O compêndio do Marca expõe problemas distintos, mas conectados: limites e falhas do VAR e de sensores, critérios de interpretação dos árbitros e a vulnerabilidade de decisões disciplinares diante de pressões externas. Para além do espetáculo, a sequência de episódios tende a reforçar pedidos por protocolos mais claros e transparência nas decisões da arbitragem e da Fifa. No curto prazo, a série de controvérsias deixa uma marca na narrativa do Mundial e aumenta a pressão por respostas institucionais.