A Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), da Polícia Civil, colocou-se em regime de sobreaviso para a partida entre Corinthians e Mirassol, realizada na Neo Química Arena pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A medida vale para ações preventivas e identificação de condutas que possam configurar crimes durante o jogo.
A reação das autoridades foi motivada por uma publicação nas redes sociais atribuída a Alexandre Domênico, o Alê, presidente da principal organizada do clube. A CBF encaminhou representação ao Ministério Público de São Paulo pedindo investigação sobre mensagens que, segundo a entidade, têm caráter intimidatório e podem se enquadrar em crimes previstos no Código Penal e na Lei Geral do Esporte. Em nota, o dirigente afirmou ter agido como torcedor, em 'cabeça quente', e negou intenção de ameaçar.
Procurados pelo material-base, o Ministério Público e a Federação Paulista também passaram a acompanhar o caso: houve reunião entre promotores e a FPF, e foi solicitado que o dirigente se manifeste em prazo determinado. A CBF pediu ainda reforço na proteção das equipes de arbitragem para as partidas contra Mirassol e São Paulo. O episódio amplifica a tensão em um momento delicado: o Corinthians soma 33 pontos e figura na zona de rebaixamento, o que potencializa a pressão sobre dirigentes, elenco e arbitragem.
Além do risco judicial para o autor das postagens, a sequência de incidentes eleva o custo reputacional para o clube e pressiona autoridades esportivas a adotar medidas de controle. Torcedores, dirigentes e polícia terão de mostrar atuação coordenada para evitar que a crise se traduza em violência ou em sanções formais nas próximas rodadas.