A partida entre Polônia e Argentina, pela fase preliminar da Liga das Nações masculina em Liubliana, entrou para o livro de recordes da competição. A primeira parcial foi disputada por 62 minutos e terminou em 50 a 48 para a Argentina — 98 pontos no total num único set —, antes da reação polonesa que garantiu a vitória por 3 sets a 1. As três parciais seguintes foram de 26-24, 25-19 e 25-20, demonstrando a capacidade da Polônia de se recompor após um esforço extenuante.

O confronto estabeleceu o maior número de pontos já registrado em um set da VNL, superando marcas anteriores: entre os homens, o recorde era de 44-42 (Alemanha x Turquia, 2024) e, no feminino, 40-38 (Sérvia x Coreia do Sul, 2022). O episódio soma-se a outros sets longos do vôlei mundial, como Minas x Suzano (46-44, Superliga 2023) e o 56-54 registrado na Coreia do Sul entre Korean Air Jumbos e Rush & Cash.

Além do espetáculo pontual, o resultado tem efeito direto na tabela da etapa. O Brasil venceu o Canadá por 3 a 2 no mesmo dia e aparece temporariamente em 8º lugar; o Japão segue invicto e líder, com 20 pontos. A Polônia ocupa a quinta posição de classificação, enquanto a Argentina caiu para 15ª. Na primeira fase da VNL, cada uma das 18 seleções disputa 12 jogos; os sete melhores avançam às quartas, somando-se à China como sede já garantida.

Mais do que estatística, o set-marathon deixa legado prático: desgaste físico e mental podem pesar nas partidas seguintes, sobretudo em um torneio de ritmo intenso como a VNL. A capacidade da Polônia de virar o jogo após ceder um set tão longo mostra profundidade de elenco e preparação física; para a Argentina, a derrota expõe o custo de um esforço extremo sem resultado final. Em termos de espetáculo, a parcial reforça a imprevisibilidade e a tensão que tornam a Liga das Nações um palco relevante para avaliação das equipes rumo aos grandes torneios.