A diretoria da Ponte Preta trabalha para selar o retorno de Gilson Kleina ao comando técnico em um momento de crise financeira e administrativa que paralisou o clube. O acerto definitivo depende de um pagamento prometido para a manhã de quinta-feira; se cumprido, Kleina deve viajar para iniciar a sexta passagem pelo Majestoso já na sexta-feira.

O cenário que o treinador encontrará é grave. Os jogadores suspenderam as atividades alegando atrasos salariais que chegam a seis meses em alguns casos e afirmaram ter sido abandonados pela diretoria. A paralisação, segundo o elenco, seguirá até a regularização das pendências, e o clube tenta compor um grupo com atletas da base para evitar W.O. contra o América-MG, neste domingo, em Belo Horizonte.

Kleina é figura conhecida da torcida e tem no currículo o acesso à Série A (2011), o vice do Paulistão (2017) e a campanha que salvou a Ponte do rebaixamento em 2021. Mas também esteve à frente do time em episódios recentes controversos, incluindo parte do processo que culminou no descenso no Paulistão de 2022. Em 2026, o técnico teve passagens por Boavista-RJ e Itabaiana, com duas vitórias em 17 partidas.

No campo da competição, a situação é dramática: sem vitórias há 18 rodadas, a Ponte é lanterna da Série B, com 10 pontos em 24 jogos, e caminha para um rebaixamento que ganha contornos institucionais. A eventual contratação de Kleina pode reduzir a pressão sobre a equipe técnica, mas não resolve o problema central: a necessidade de regularização financeira imediata para preservar elenco, competitividade e a própria credibilidade da diretoria.