A Ponte Preta confirmou que não vai concentrar para a partida contra o São Bernardo, neste domingo, às 18h30, no Majestoso. Os jogadores devem se apresentar apenas na manhã do jogo para o café e ficar no hotel até a saída para o estádio — medida adotada como forma de protesto pela falta de pagamento dos salários.

É a terceira vez em 2026 que a equipe adota essa postura. A situação agrava a já combalida escalação: o técnico Gilson Kleina terá apenas seis atletas do grupo principal à disposição — os zagueiros Lucas Cunha e Sergio Palacios, o lateral-esquerdo Danilo Barcelos, os volantes André Lima e Murilo Cavalcante e o atacante David da Hora — e será obrigado a chamar nomes das categorias de base para completar o elenco.

Desde o início da Série B, 19 jogadores deixaram o clube, três deles apenas nesta semana (Léo Gomes, Daniel Baianinho e Brandão), reflexo da crise financeira que reduz opções e força decisões emergenciais. Há ainda desfalques por lesão — Rodrigo Souza, Jonathan Cafu e Diego Porfírio — e o meia Elvis está fora da temporada após ruptura do ligamento cruzado.

A sequência administrativa tem custo esportivo: a Ponte viajou com juniores para Belo Horizonte em outra rodada para evitar um W.O. e foi derrotada por 2 a 0 pelo América-MG. São 19 jogos sem vitória, igualando o pior jejum da Série B na era dos pontos corridos, e o time ocupa a lanterna com 10 pontos em 25 partidas. Mais do que um protesto pontual, o movimento expõe incapacidade de honrar contratos, pressiona diretoria e treinador e aumenta a urgência por uma solução para recuperar competitividade e confiança da torcida.