Portugal assegurou a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Croácia por 2 a 1, em Toronto. O confronto foi decidido em duas intervenções-chave do VAR: um pênalti a favor dos portugueses e a anulação, nos minutos finais, do gol que teria reestabelecido o empate croata.

O comentarista de arbitragem Paulo Cesar Oliveira concordou com o árbitro norueguês Espen Eskas ao validar o pênalti sofrido por Renato Veiga — lance em que o croata Vlasic segurou o jogador e impediu a disputa da bola — e também com a anulação do gol de Pasalic, após a tecnologia identificar toque decisivo de Matanovic que deixou o atacante em posição irregular.

Além desses dois lances capitais, a partida teve outros três gols anulados pela arbitragem de campo e posteriormente confirmados pelo VAR, sinalizando um jogo com fiscalização rigorosa. A ida do árbitro ao monitor em um lance de impedimento foi justificada pelo uso do protocolo para tornar a decisão mais compreensível ao público.

O treinador Roberto Martínez defendeu a condução da arbitragem e ressaltou o papel dos recursos tecnológicos na confirmação das decisões. Para Portugal, a vitória significa continuidade no torneio; para o futebol, reforça a centralidade do VAR em partidas decisivas e alimenta o debate sobre limites entre precisão técnica e fluidez do jogo.