A Portuguesa anunciou nesta terça-feira o desligamento do técnico Ademir Fesan, do auxiliar Fernando Lombardi e do preparador físico Carlos Gamarra. As saídas ocorreram três dias após a eliminação da equipe na terceira fase da Série D, resultado que tornou impossível a meta principal da temporada: o acesso à Série C.

Fesan havia assumido o comando em abril de 2026, após a saída de Fábio Matias para a Chapecoense, e dirigiu o time em 15 partidas — com nove vitórias, quatro empates e duas derrotas, rendimento que chega a cerca de 73%. Apesar dos números, a eliminação no momento decisivo pesou mais na avaliação do clube.

O clube divulgou nota de agradecimento pelo trabalho desenvolvido, sem detalhar o processo de transição ou os critérios que levaram às demissões da comissão técnica. A decisão expõe a distância entre o desempenho estatístico e a concretização do objetivo esportivo, gerando pressão por mudanças no projeto e no planejamento para 2027.

A queda interrompe um ciclo e provoca questionamentos sobre escolhas do elenco e da direção técnica em partidas-chave. Resta à Portuguesa definir rapidamente os próximos passos para reconduzir a equipe rumo ao objetivo de retomar o caminho do ascenso, tarefa que terá impacto direto na confiança da torcida e na estabilidade administrativa.