O Praia Clube encerrou a Superliga Feminina 2025/26 com uma vitória contundente sobre o maior rival: 3 a 0 no Ginásio do Ibirapuera. Mais do que o resultado, a conquista teve sabor de redenção para um time que passou a temporada oscilando entre lesões, derrotas e pressão da torcida.
A campanha começou tumultuada. Lesões afetaram peças-chave desde a pré-temporada — com casos como a fratura de Michelle e a sequência que levou Carol Gattaz à aposentadoria — e o clube sofreu derrotas em decisões da Copa Brasília e do Campeonato Mineiro. Eliminado também no Mundial de Clubes e na Copa Brasil, o Praia viu a Superliga se transformar na última chance de salvar a temporada.
A pressão recaíu sobre a comissão técnica e sobre o treinador Rui Moreira, alvo de críticas e até de abaixo-assinado. A virada de chave aconteceu nas fases finais: a equipe reagiu nos playoffs, venceu o Sesi-Bauru na decisão em casa e reconquistou a confiança da torcida em Uberlândia — um retorno de público capital para a retomada do time.
A semifinal contra o Sesc-Flamengo mostrou a oscilação que vinha marcando o grupo: vitória avassaladora em casa, queda no segundo jogo no Maracanãzinho e posterior recuperação para carimbar a vaga na final. Essa capacidade de reagir em momentos decisivos foi determinante para o que viria contra o Minas.
No duelo decisivo, o Praia Clube não deu espaço ao rival e viveu a catarse esperada pela torcida. A taça reduz, ao menos no curto prazo, a pressão sobre o elenco e a comissão técnica, mas também expõe a necessidade de reposição e gestão de um elenco susceptível a lesões — desafios que o clube terá de enfrentar para transformar a conquista em projeto sustentável.