A Premier League chega a novembro sem registrar nenhuma demissão de técnico na temporada — um fato pouco comum nos últimos anos e que chama atenção justamente pelo histórico do mês.
Levantamento da Opta mostra que novembro concentrou a primeira demissão em 25% das temporadas desde a criação do formato atual (8 em 34 anos). Setembro tem mais registros (10), mas novembro e dezembro dividem o recorde de trocas no decorrer da temporada, com 35 cada.
É hora de mudarmos as coisas, se eu puder as coisas, e é o que eu vou fazer. Se os jogadores comprarem as minhas ideias, nós podemos nos reabilitar. Senão, o sexto treinador vai chegar.
No atual campeonato, ao menos cinco treinadores aparecem sob risco. Michael Carrick, do Manchester United, soma sete pontos em nove rodadas e só evita a zona de rebaixamento pela diferença de gols. Crystal Palace, Nottingham Forest e Sunderland ocupam as últimas posições, nesta ordem; o Newcastle aparece em 13º.
O Nottingham Forest é o exemplo mais paradoxal: vice-lanterna com a defesa mais vazada da liga — 21 gols sofridos — mesmo após mais de €138 milhões gastos na última janela de transferências. Após derrota para o Brentford, o técnico Oliver Gasner avisou: "É hora de mudarmos as coisas, se eu puder as coisas, e é o que eu vou fazer. Se os jogadores comprarem as minhas ideias, nós podemos nos reabilitar. Senão, o sexto treinador vai chegar."
Apesar da estabilidade inicial, os clubes entram agora no período do calendário em que historicamente ocorrem mais demissões durante a temporada, o que aumenta a pressão sobre treinadores com resultados e desempenho abaixo do esperado.