O presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, declarou plena confiança na seleção diante da Argentina e chegou a apontar 1 a 0 como placar provável para a partida que vale vaga nas oitavas de final, nesta sexta-feira, em Miami. Em entrevista, o mandatário exaltou a entrega dos jogadores ao longo da campanha e disse que a equipe nasceu para surpreender.
O confronto marca a primeira vez que os cabo-verdianos disputam o mata-mata de um Mundial. A confiança do presidente foi reforçada por dirigentes e pela comissão técnica: o meia Deroy Duarte falou em acreditar na classificação e o técnico Bubista repetiu que nada é impossível, adotando tom otimista semelhante ao do chefe de Estado.
A manifestação pública de Neves tem efeito simbólico e político — serve para galvanizar a torcida e elevar a autoestima nacional —, mas também amplia a expectativa em torno do desempenho do time. Para uma seleção de país pequeno, declarações tão enfáticas podem fortalecer o apoio popular, ao mesmo tempo em que aumentam a cobrança em caso de eliminação.
Independentemente do resultado, o governo e a delegação veem a participação como um marco: a campanha já é considerada a mais expressiva da história do futebol cabo-verdiano. Neves afirmou que, seja qual for o desfecho, a equipe sairá do Mundial de cabeça erguida e com a sensação de missão cumprida.