No Maracanã, o Flamengo venceu o Fluminense por 1 a 0 na 30ª rodada do Brasileirão, mas a derrota ficou marcada pelas críticas públicas do presidente tricolor, Mattheus Montenegro, à atuação do árbitro Rafael Rodrigo Klein e do VAR Daniel Nobre Bins. O dirigente reclamou com veemência da não expulsão de Pulgar e apontou que dois lances dentro da área, no segundo tempo, deveriam ter sido pênaltis.

O episódio mais contestado ocorreu aos 30 minutos do primeiro tempo: Pulgar entrou com a sola no joelho de Rodrigo Castillo, que ficou caído e exibiu sinal visível do impacto. Nem o árbitro nem o VAR acionaram o monitor para checar o lance, e foi aplicado apenas cartão amarelo. O consultor de arbitragem ouvido pela cobertura, PC Oliveira, avaliou que a jogada justificava a expulsão.

Na segunda etapa, o Fluminense reclamou de duas decisões não assinaladas dentro da área — uma disputa de Léo Ortiz sobre Castillo e um contato de Alex Sandro em Savarino — que, na visão do clube, poderiam ter mudado o desfecho da partida. Em nota oficial, o Tricolor criticou a omissão do VAR e afirmou que a tolerância com faltas desse tipo incentiva a deslealdade e coloca em risco a integridade dos jogadores.

Além do desgaste esportivo, as declarações do presidente e a nota do clube colocam novamente a arbitragem e o uso do vídeo no centro do debate sobre critérios e procedimentos em clássicos. Para o Fluminense, a combinação de lances capitais não revisados serve de explicação para a derrota; para o Campeonato, a sequência de polêmicas pode ampliar a pressão sobre as instâncias responsáveis pelo controle e pela transparência das decisões.