A primeira rodada da Copa do Mundo realizada nos EUA, Canadá e México estabeleceu marca improvável: cinco gols contra em um total de 75 tentos, número recorde para uma única etapa do torneio. A média elevada de gols nesta abertura já era a maior desde 1958; a nova estatística sobre autogols acrescenta um elemento de imprevisibilidade à largada da competição. Antes, o recorde pertencia à França-1998, com quatro gols contra na primeira rodada; considerando todas as fases, a Rússia-2018 segue como a edição com mais autogols (12).
O primeiro a marcar contra a própria meta foi o meia Damian Bobadilla, que hoje defende o São Paulo. Aos sete minutos, ao tentar cortar um cruzamento iniciado por Pulisic e McKennie, desviou a bola para o próprio gol e abriu o placar da partida que terminou 4 x 1 para os Estados Unidos sobre o Paraguai. O lance ilustra como um erro de leitura pode ser decisivo já nos primeiros minutos de jogo.
Nas partidas seguintes, o fenômeno se repetiu: o goleiro suíço Miro Muheim, o defensor egípcio Mohamed Hany e o zagueiro jordaniano Yazan Al-Arab também fizeram gols contra. Por fim, o atacante e capitão iraquiano Aymen Hussein viveu emoções opostas: marcou o primeiro gol do Iraque em Copas após quatro décadas e, nos acréscimos, desviou para a própria rede no 4 x 1 para a Noruega.
Além do efeito imediato no placar, a sequência de autogols tem impacto prático na disputa pelos grupos — saldo de gols pode decidir vagas e determinar estratégias nas rodadas seguintes. Mais do que curiosidade estatística, a série expõe lapsos de concentração e falhas defensivas que técnicos e jogadores terão de corrigir rapidamente para não serem penalizados ao longo do torneio.