Atlético-MG e Bahia confirmaram na Arena MRV o que já vinha sendo visto no pós-Copa: dificuldade para sustentar 90 minutos lineares. O jogo terminou 1 a 1, com o Galo sendo melhor no primeiro tempo, abrindo o placar com Ruan, e o Tricolor reagindo no retorno do intervalo, chegando ao empate e ainda acertando a trave no último lance.

A configuração das equipes explicita parte do problema. Eduardo Domínguez teve desfalques e montou a defesa com Lyanco ao lado de Ruan; Tomás Pérez formou dupla de volantes com Maycon e Cassierra foi o centroavante. Rogério Ceni repetiu o time da rodada anterior. Ausências como Preciado, Alan Franco e Alan Minda, e a saída de Junior Alonso do clube alteraram equilíbrio e testes táticos recentes.

O Atlético foi mais perigoso na primeira metade: Cuello foi referência pela direita e Bernard apareceu mais por dentro, culminando no cruzamento que encontrou Ruan após rebote de escanteio. No entanto, o Galo teve queda acentuada de produção nos primeiros 20 minutos do segundo tempo, período em que sofreu o empate. As entradas de Dudu e Cisse deram novo fôlego ao time, mas a alternância de rendimento dentro do próprio jogo permanece como marca.

A leitura imediata é política e técnica para as duas comissões: a irregularidade compromete ambições em disputa longa e exige ajustes na intensidade e na concentração, sobretudo em transições defensivas e bola parada. Para o torcedor, o empate guarda sabor misto: vantagem desperdiçada na etapa inicial pelo Atlético e oportunidade perdida pelo Bahia, que mostrou consistência para mudar o panorama, mas também deixou claro que ainda falta completar os 90 minutos com regularidade.