O empate entre Paris Saint-Germain e Bayern de Munique, que garantiu a presença do clube francês na final da Champions League, virou motivo de forte controvérsia na Alemanha. Além das reclamações dentro de campo, torcedores do PSG chegaram a exibir uma imagem histórica de 1796 durante a partida, gesto que alimentou a repercussão e a ira da imprensa alemã.

O episódio que incendiou o debate ocorreu aos 30 minutos do primeiro tempo: Vitinha tentou afastar a bola dentro da área e o chute acabou batendo com força no braço do defensor João Neves. O árbitro português João Pinheiro deixou o jogo seguir e não assinalou pênalti, aplicando a interpretação prevista para situações em que a bola desvia no defensor após um chute de um companheiro. Os atletas do Bayern protestaram em campo, mas a partida seguiu sem intervenção.

A reação na Alemanha foi imediata. O tabloide Bild qualificou a decisão como um escândalo de arbitragem, e Michael Ballack, referência do futebol germânico, criticou publicamente a ausência de interferência do quarto árbitro, afirmando que o lance mudou o curso do jogo. A reclamação central é de que uma decisão desse calibre, em fase decisiva, deveria ter sido revista ou ao menos explicada com mais clareza.

Além do desgaste esportivo, a controvérsia tende a alimentar o debate sobre critérios e transparência em partidas de alto risco. Do ponto de vista prático, o PSG segue para a final contra o Arsenal — que eliminou o Atlético de Madrid — marcada para 30 de maio, em Budapeste, enquanto a sensação de injustiça permanece entre torcedores e imprensa alemã.