O Paris Saint-Germain confirmou neste sábado, em Budapeste, o bicampeonato da Liga dos Campeões ao derrotar o Arsenal nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. A final, disputada na Puskás Aréna, repetiu um padrão que marcou a temporada 2025/26 do clube parisiense: quatro dos cinco troféus conquistados passaram por cobranças.
Além da Champions, o PSG resolveu títulos importantes nos pênaltis na Supercopa da UEFA, contra o Tottenham em agosto de 2025, na Copa Intercontinental, vencendo o Flamengo no Catar (com destaque para as defesas decisivas do goleiro Matvey Safonov) e na Supercopa da França, sobre o Olympique de Marselha. A única taça conquistada sem disputa de penalidades foi a Ligue 1, ganha com folga em pontos corridos.
Após o jogo, o técnico Luis Enrique relativizou o papel das cobranças como métrica final de avaliação, lembrando episódios do passado em que disputas por pênaltis não resumiram o trabalho de uma equipe. Do lado do Arsenal, a derrota ficou marcada pelo erro de Gabriel Magalhães na série de penalidades, que terminou favorecendo o PSG.
O saldo da temporada é inegavelmente vitorioso: título nacional e a repetição do título europeu. Ainda assim, a frequência com que as decisões foram para os pênaltis abre espaço para questionamentos: a equipe parisiense tem mostrado frieza nas cobranças, mas a dependência de shootouts para confirmar vitórias importantes sinaliza que, em partidas decisivas, nem sempre domina o jogo por 90 minutos — uma leitura que adversários e observadores certamente vão explorar na preparação para 2026/27.